Seja Ágil, não brigue de forma ágil

Durante o QConSP (que por sinal foi muito bom), uma discussão muito recorrente foi sobre as divergências entre as metodologias ágeis, tivemos inclusive uma palestra falando sobre a Guerra das Metodologias Ágeis 2.0.

Tratamento de Choque

Uma constante foram algumas críticas ao SCRUM, suas lacunas e falhas.

A primeira coisa que queria lembrar aqui é que o SCRUM é um framework de gerenciamento de projetos ágeis e não uma metodologia de desenvolvimento. E por isso, é óbvio que se você olhar para todo o processo de desenvolvimento o SCRUM não cobre diversos aspectos, e claramente ele não se propõe a fazer isso.

Errado está quem tenta usar o SCRUM para isso. Mas, como é ele que está em mais evidência hoje, obviamente foi o mais criticado.

Outra questão importante é que ser ágil não depende de nomes. SCRUM, XP, Kanban, Lean e afins, são formas de fazer isso, ou melhor, são ferramentas para auxílio no processo de ser ágil e não passam disso, ferramentas. O que não impede de se complementarem e/ou trabalharem juntos.

O que importa nesse caso, é o que se adapta melhor ao que você faz, ao modelo de negócios da sua empresa. Num exemplo bem simples, se você não trabalha com projetos e trabalha com atendimento sob demanda, talvez seja mais fácil usar apenas um quadro de kanban do que planejar iterações certo?

Por fim, fica a dica do Sérgio Monteiro (em conversa na QConSP), que é óbvia mas as pessoas tem esquecido. Olhe primeiro e principalmente para o Manifesto Ágil. Pare um minuto agora para ler aquelas 4 linhas, vai lá que eu espero.

Por acaso ali fala que uma iteração tem que ser de 2 semanas? Fala que você tem que colar post-its? Ou que você tem que fazer um Burndown chart?

Na próxima vez que você disser que é ágil ou que você pensar a respeito, reflita se você está levantando uma bandeira, ou se você realmente está olhando para o Manifesto.

Afinal de contas, ser ágil é focar mais em indivíduos e interações entre eles do que em processos e ferramentas.